O intenso intemperismo tropical transformou as rochas da área em extensos e profundos solos lateríticos com exposições periódicas de saprólito. Quando ocorrem, as exposições de rochas frescas situam-se ao longo de drenagens, cortes de estrada e escarpas íngremes.
O Distrito gemológico de Malacacheta situa-se em terreno metamórfico de fácies anfibolito, intrudido por granitos, do domínio tectônico interno da Faixa Araçuaí (Pedrosa-Soares e Wiedemann-Leonardos 2000). O embasamento, de idade arqueana a paleoproterozóica, retrabalhado no Ciclo Brasiliano, é constituído predominantemente por biotita gnaisse bandado do Complexo Guanhães (Pedrosa-Soares et al. 1994).
Sobre ele repousam as unidades que ocupam a maior parte da área, denominadas formações Salinas e Capelinha (Pedrosa-Soares 1995, Guimarães e Grossi- Sad 1997, Voll e Pimenta 1997).
Segundo BASÍLIO, M.S.; PEDROSA-SOARES, A.C.; JORDT-EVANGELISTA, H. a alexandrita de Malacacheta apresenta-se como grãos milimétricos, mas raramente atinge alguns centímetros. Os grãos são angulosos e de arestas agudas. Faces cristalinas preservadas praticamente inexistem, devido ao intenso fraturamento. Estas características evidenciam transporte por distâncias curtas.
As cores da alexandrita de Malacacheta variam do verde ao azul (conhecida comercialmente como “azul pavão”), mas pode ocorrer nítido tricroísmo, variando entre azul, verde intenso e verde amarelado.
A presença do cromo, identificado por microssonda eletrônica, em substituição a parte do alumínio, está intimamente relacionada à característica mudança de cor, que se dá de verde ou azul em luz natural, para vermelho framboesa ou violeta sob luz incandescente. Os teores de cromo podem variar desde 0,3% a 1,2% (Basílio, 1999; Pinheiro et al., 2000).
Inclusões de talco, antofilita e actinolita-tremolita, minerais comuns nas rochas ultra máficas da área, foram identificadas em grãos de alexandrita do Córrego do Fogo (Henn, 1987).
Basílio (1999) também verificou a presença de inclusões cristalinas, na forma de um mineral fibroso (actinolita?) e um mineral placóide hexagonal (biotita?).